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A dor e os nervos

A Dor é uma sensação desagradável que manifesta uma lesão real ou a possibilidade de uma lesão no corpo. A dor se inicia nos receptores especiais da dor, os quais estão distribuídos por todo o corpo. Esses receptores da dor transmitem as mensagens sob a forma de impulsos elétricos ao longo dos nervos até a medula espinhal e, em seguida, ao cérebro. Algumas vezes, o sinal desencadeia uma resposta reflexa ao chegar à medula espinhal. Quando isto ocorre, um sinal é imediatamente reenviado ao longo de nervos motores até o local original da dor, desencadeando a contração muscular. Um exemplo de resposta reflexa a dor aguda é a reação de uma alfinetada no dedão do pé. O sinal da dor reflexa é também transmitido ao cérebro em milésimos de segundo. Somente quando o cérebro processa o sinal e o interpreta como dor, o indivíduo passa a ter uma percepção consciente. Os receptores da dor e suas vias nervosas diferem nas diferentes partes do corpo.

A dor varia de acordo com o tipo e a localização da lesão. Por exemplo, a quantidade de receptores da dor na pele é enorme e eles são capazes de transmitir informações precisas como, por exemplo, a localização de uma lesão e se a dor é surda (por ex., causada pela pressão, calor ou frio) ou uma dor pelo encurtamento de nervos, músculos e inflamação nos tendões.

Em contraste, os sinais da dor procedentes dos intestinos são limitados e imprecisos. A coluna pode estar pinçada por algum nervo, com dor leve ou queimado sem produzir um sinal doloroso. Entretanto, uma distensão e a pressão podem causar dores intestinais muito intensas, mesmo quando sua causa for relativamente inofensiva como, por exemplo, a retenção de uma bolha de gás. O cérebro não consegue identificar a origem precisa da dor intestinal, que é de difícil localização e pode ser sentida sobre uma grande área. A dor sentida em algumas áreas do corpo pode não refletir a localização do problema, porque pode tratar-se de uma dor referida, isto é, originária de um nervo no peito comprimindo a caixa torácica ou costelas encurtando nervos dos braços e dedos. Somente percorrendo a área com a sensibilidade na ponta dos dedos do Massoterapeuta pode-se sentir o problema que poderia estar agravando seu sono por vários dias, causando desconforto por algum tempo. É só quando o paciente liga para o consultório e deita na maca que pode-se realmente conhecer o próprio corpo, o que costumo dizer em meu consultório: a partir desta sessão irá perceber como estava precisando de uma massagem!

A dor referida ocorre porque sinais de várias áreas do corpo frequentemente são transmitidos pelas mesmas vias nervosas que vão à medula espinhal e ao cérebro. A tolerância à dor varia enormemente de um indivíduo a outro. Um indivíduo pode considerar a dor de um pequeno corte ou de uma escoriação intolerável, enquanto outro pode tolerar um acidente maior ou um corte com uma faca com muito pouca queixa. A capacidade de suportar a dor varia de acordo com o humor, a personalidade e as circunstâncias. Em um momento durante uma competição atlética, o atleta muitas vezes não percebe uma contusão grave, mas poderá perceber a dor após a partida, sobretudo se a sua equipe tiver perdido. A percepção da dor pode inclusive mudar com a idade. A medida que os indivíduos envelhecem, eles queixam-se mais da dor, talvez porque as alterações do organismo reduzem a sensibilidade à dor ou, simplesmente, porque se tornam mais rotineiras que os indivíduos mais jovens.

A inflamação nada mais é que a resposta de proteção do organismo frente a uma lesão. A circulação sanguínea na área lesada aumenta, levando líquidos e leucócitos que isolam o tecido lesado e limpam a área. Esse processo provoca aumento de volume, rubor, calor, sensibilidade e dor.

A resposta da dor é muito importante em nosso organismo porque é resultado que algo de errado está acontecendo com o nosso corpo. Em comparação com um automóvel é a luz do óleo piscando e avisando que precisa ser feita a manutenção. Com nosso organismo é a mesma coisa, mas, se algo está doente, reflete em forma de dor, é a forma que o seu e o meu organismo tem como dizer... há algo de errado nesta parte do seu corpo e, você agora, pode parar um minutinho e sentir onde está doendo? A relação que sempre digo aos meus pacientes é que a gente sabe quantos cavalos de potência o carro tem o modelo e o ano... Então, fazemos até comparações com outras marcas mas, já pararam para pensar quanto tempo a gente fica dormindo em colchão embarrigado e sem a densidade correta prejudicando a sua coluna vertebral? De nada adianta a pessoa começar um tratamento de coluna e continuar com os maus hábitos tais como, por exemplo, dormindo ou assistindo televisão no sofá! Cruzar pernas ao sentar, sentar sobre a carteira no bolso trazeiro da calça, dormir de bruços, parar em uma só perna, e por aí vai pessoal, todas estas dicas e muitas outras as quais passo no consultório inclusive alongamentos... os nervos não são de ferro nem de aço! Temos que cuidar com a ergonomia.

“Com apenas 6 sessões de tratamento na clínica de 45 minutos e uma terapia quinzenal e após uma terapia mensal para manutenção corporal seria o ideal, seus problemas de dores corporais desaparecerão, todos nós deveríamos nos programar para receber este tratamento. Não se trata de luxúria e sim de qualidade de vida. Não deixe a dor chegar, prevenir é o melhor remédio. Pense nisso!” Complementa o Quiropraxista e Massoterapeuta Rodrigo Muzulão Nora da Clínica Shiatsu Nora.

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Autor: Rodrigo Nora